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Escalar à vista x escalar projetos

Escalar à vista nunca me atraiu muito, porque o que me dá mais prazer de escalar é uma via que eu tenho todos os movimentos bem decorados (inclusive os movimentos dos pés), normalmente um projeto no meu grau máximo ou perto do máximo, para escalar da forma mais eficiente possível.

Quando eu escalado à vista, sempre tenho a impressão que estou escalando muito devagar, descansando onde não precisaria descansar, com medo do desconhecido. Por isso, meu grau à vista se distancia muito do meu grau trabalhado.

Antes de vir para Itália, eu morava no Rio de Janeiro e lá a possibilidade de escalar à vista é relativamente limitada por não termos tantas vias esportivas na cidade. Escalar à vista é algo que tem que ser treinado e o Rio não te dá muito esta possibilidade, se você mora lá.

Aqui em Arco, a coisa está sendo diferente. Como fiquei alguns meses sem poder escalar ou fazer qualquer tipo de exercício em razão das doenças Zika e Chikungunya, que eu contraí no início do ano, tive que voltar a escalar de maneira bem controlada, com o intuito de evitar lesões. Comecei com vias bem fáceis, do tipo 4º e 5º grau e fui aumentando a dificuldade aos poucos.

Tendo em vista à enorme quantidade de vias que existem tanto em Arco, quanto nas falésias que ficam no entorno da cidade, eu praticamente só tenho escalado à vista. O engraçado é que não foi uma estratégia preestabelecida, mas aconteceu naturalmente, pois eu fui aumentando a dificuldade das vias de forma gradativa, de acordo com o crescimento da confiança na minha escalada. E agora, meu grau máxima trabalhado aqui na Itália, que na verdade eu fiz em duas tentativas, é também o meu grau máximo à vista.

Então, eu acho que o que falta para melhorarmos nossa escalada à vista e aproximá-la ao grau trabalhado é justamente ter a possibilidade de tentar mais vias à vista.

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